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E se o mais difícil não for descobrir a verdade, mas voltar a confiar na própria mente?

Há um momento particularmente inquietante em certas relações: aquele em que a pessoa já não tenta apenas compreender o que aconteceu, mas começa a perguntar-se se ainda é capaz de compreender alguma coisa. A discussão pode ter começado por uma frase, uma promessa, uma memória contradita ou um sentimento desvalorizado, mas, pouco a pouco, desloca-se para um território muito mais profundo. Já não se trata apenas de saber quem disse o quê, quem começou, quem interpretou mal ou quem tem razão. A pergunta torna-se outra: “E se eu não puder confiar naquilo que vejo, recordo, sinto e penso?” É nesse instante que o sofrimento deixa de ser apenas ansiedade e passa a atingir a relação da pessoa com a sua própria mente. Começa a rever conversas durante horas, a reconstruir sequências, a procurar provas, a pedir confirmações, a analisar cada palavra e cada silêncio. Não porque esteja simplesmente obcecada em vencer uma discussão, mas porque procura desesperadamente recuperar uma sensação interna de continuidade: a certeza mínima de que aquilo que viveu não desaparece apenas porque outra pessoa o descreve de maneira diferente.

Muitas pessoas chegam à psicoterapia precisamente neste lugar. Podem perguntar “acha que estou a exagerar?”, “será que fui eu que provoquei tudo?”, “estarei a distorcer?”, “sou manipulador?”, “será que aquilo que senti é legítimo?”.

À superfície, parecem pedir ao terapeuta um veredicto. No fundo, estão muitas vezes a pedir algo muito mais essencial: “Ajude-me a saber se ainda posso confiar na minha própria capacidade de pensar.”

Esta distinção transforma profundamente o trabalho clínico, porque o objetivo da psicoterapia não é convencer o paciente de que tem razão. Também não é convencê-lo de que o outro tem razão. É ajudá-lo a recuperar confiança na sua capacidade de observar a experiência, interrogá-la, reconhecer os seus limites e construir significado sem precisar de abandonar-se perante a certeza de outra pessoa (Fonagy & Allison, 2014; Fonagy et al., 2019).

Dizer simplesmente “tem razão” pode aliviar a angústia, mas não restitui necessariamente essa capacidade. Pode até reproduzir, de modo mais agradável, a mesma estrutura de dependência: antes era outra pessoa que decidia o que era verdadeiro; agora passa a ser o terapeuta. A autoridade mudou de lugar, mas a mente do paciente continua a não ser vivida como um espaço suficientemente seguro para pensar.

O trabalho terapêutico começa quando a pergunta deixa de ser apenas “quem está certo?” e passa a incluir “o que aconteceu para que esta pessoa deixasse de confiar tanto em si própria?”.

A teoria da mentalização ajuda a compreender este processo. Mentalizar é conseguir interpretar os comportamentos próprios e alheios a partir de estados mentais — sentimentos, desejos, crenças, medos, intenções e fantasias — sabendo, simultaneamente, que a mente não fotografa a realidade de forma perfeita. Interpreta-a (Bateman & Fonagy, 2016; Fonagy et al., 2002). Uma pessoa pode sentir-se rejeitada sem ter existido uma intenção consciente de rejeitar; pode recordar sinceramente um acontecimento de maneira diferente da outra; pode atribuir a um silêncio um significado que depende tanto do contexto atual como de experiências relacionais anteriores. Reconhecer isto não significa que a realidade objetiva seja irrelevante, que todos os relatos sejam equivalentes ou que a mentira, a manipulação e o abuso não existam. Existem factos verificáveis, memórias falíveis, interpretações mais ou menos plausíveis e condutas deliberadamente enganosas. A maturidade psicológica não exige a eliminação destas diferenças, mas a capacidade de as distinguir. Uma emoção é verdadeira enquanto experiência, mesmo quando a interpretação associada precisa de ser examinada. Uma memória pode ser incompleta sem que a pessoa seja incapaz de conhecer a própria vida.

Uma discordância pode existir sem que uma das mentes tenha de ser destruída. É precisamente isto que muitas pessoas não aprenderam nas primeiras relações.

A criança não nasce capaz de compreender sozinha aquilo que sente. Precisa de encontrar um cuidador que reconheça os seus estados internos, lhes atribua significado sem os invadir e os devolva de forma suportável (Bion, 1962; Fonagy et al., 2002). Quando chora, precisa de alguém que não se limite a silenciá-la ou a definir autoritariamente o que lhe acontece, mas que tente compreender: “Talvez estejas assustado”, “isto foi demasiado”, “estás zangado”, “precisas de proximidade”. Essa resposta nunca é perfeita, nem precisa de ser. O essencial é que a experiência interna seja tratada como algo real, comunicável e digno de curiosidade. É nesse encontro que a criança começa a aprender: “Aquilo que sinto pode ser pensado. A minha mente produz significados. Posso estar enganado sobre alguma coisa sem deixar de existir. Outra pessoa pode ajudar-me a compreender sem substituir a minha experiência pela dela.”

Quando o ambiente responde de forma cronicamente desajustada, indiferente, intrusiva ou invalidante, a aprendizagem pode seguir outro caminho. A criança pode concluir que os seus sentimentos são excessivos, perigosos, incompreensíveis ou inconvenientes; pode aprender que preservar a relação exige adaptar-se à mente do outro; pode tornar-se extremamente atenta às alterações emocionais dos cuidadores e progressivamente distante dos próprios estados internos. Em vez de perguntar “o que sinto?”, começa a perguntar “o que preciso de sentir para que o vínculo não desapareça?”.

Donald Winnicott mostrou como a adaptação excessiva às exigências do ambiente pode proteger a relação à custa da espontaneidade. O falso self não é simplesmente falsidade ou fingimento; é uma organização defensiva que permite sobreviver quando aquilo que emerge espontaneamente não encontra acolhimento suficiente (Winnicott, 1960/1965). A pessoa torna-se competente, cuidadosa, ajustada e capaz de antecipar os outros, mas pode sentir que há algo seu que nunca chega verdadeiramente a existir na relação. Mais tarde, perante conflito, crítica ou afastamento, essa antiga necessidade de adaptação pode reativar-se. A versão do outro adquire uma força extraordinária, não necessariamente porque seja mais verdadeira, mas porque dela parece depender a continuidade do vínculo. A pessoa começa então a olhar para si através dos olhos do outro. Se lhe dizem repetidamente que é demasiado sensível, passa a desconfiar da própria dor; se lhe dizem que altera a realidade, começa a vigiar cada recordação; se lhe atribuem uma intenção hostil, pode interrogar-se incessantemente sobre se existe nela uma perigosidade que não consegue reconhecer. É neste ponto que a perda da confiança na própria mente se torna tão dolorosa: a voz invalidante deixa de precisar de vir do exterior, porque passa a operar internamente.

A pessoa transforma-se simultaneamente em quem sofre e em quem desautoriza o próprio sofrimento. Esta dinâmica pode aproximar-se, em determinadas situações, da identificação com o agressor, conceito desenvolvido por Sándor Ferenczi para compreender respostas psíquicas a experiências traumáticas assimétricas e avassaladoras (Ferenczi, 1933/1949). Quando não é possível escapar, resistir ou preservar uma posição própria, a pessoa pode sobreviver incorporando a perspetiva daquele que a ameaça.

Passa a antecipar os seus desejos, a sentir a culpa que lhe é atribuída e a observar-se a partir do seu olhar. Este conceito não deve ser aplicado indiscriminadamente a qualquer conflito relacional, nem significa que toda pessoa que invalida seja necessariamente um agressor. Contudo, ajuda a compreender um mecanismo mais amplo: perante alguém emocionalmente indispensável, pode tornar-se menos ameaçador concluir “o problema sou eu” do que reconhecer que a relação de que se depende não oferece segurança. Culpar-se preserva uma ilusão de controlo. Se o defeito estiver em si, talvez seja possível corrigir-se e impedir a perda; se o outro for emocionalmente indisponível, imprevisível ou incapaz de reconhecimento, a impotência é muito maior. Assim, a autoincriminação pode funcionar paradoxalmente como tentativa de manter esperança.

Este processo também explica por que razão algumas pessoas oscilam entre submissão e insistência. Num momento aceitam a versão do outro e perguntam-se se serão verdadeiramente instáveis, manipuladoras ou excessivas; no momento seguinte tentam convencer o outro, repetidamente, de que aquilo que viveram aconteceu mesmo. À primeira vista, esta insistência pode parecer apenas necessidade de ter razão. Contudo, frequentemente representa uma luta mais primária por reconhecimento: “Preciso de que reconheças a minha experiência para que eu volte a sentir que existo.” Quanto mais a pessoa insiste, mais o outro pode sentir-se pressionado e afastar-se; quanto mais se afasta, maior se torna o medo de abandono; quanto maior é o medo, menor é a capacidade de mentalizar; e quanto menor é a mentalização, mais rígidas e absolutas se tornam as interpretações (Bateman & Fonagy, 2016; Fonagy et al., 2002). Forma-se um circuito relacional no qual ambos podem deixar de encontrar uma terceira posição.

Jessica Benjamin descreveu esta dificuldade através do colapso do reconhecimento mútuo. Reconhecer o outro não significa concordar com ele, submeter-se ou confirmar todas as suas interpretações. Significa encontrá-lo como um sujeito separado, com uma experiência interna própria, que não existe apenas para regular, confirmar ou obedecer à nossa (Benjamin, 1988, 1990). Quando esta possibilidade desaparece, a relação pode organizar-se numa complementaridade rígida: um ocupa o lugar de quem define a realidade e o outro o lugar de quem deve aceitá-la; um torna-se aquele que sabe e o outro aquele cuja mente é considerada pouco fiável. Os lugares podem alternar, mas a estrutura mantém-se. A relação deixa de ser um encontro entre duas subjetividades e transforma-se numa luta para determinar qual delas poderá continuar a existir. Uma realidade partilhada não se constrói quando alguém vence esta luta. Constrói-se quando duas pessoas podem dizer “foi assim que vivi” e permanecer curiosas acerca da diferença. A realidade relacional é co-construída porque aquilo que acontece entre duas pessoas não pertence inteiramente a nenhuma delas: emerge do encontro entre histórias, expectativas, necessidades, vulnerabilidades, comportamentos e respostas recíprocas. Isto não elimina a responsabilidade individual. Pelo contrário, torna-a mais rigorosa. Cada pessoa continua responsável pelos seus atos, pelas palavras que utiliza, pelos limites que atravessa e pelo impacto que produz. No entanto, responsabilidade não é o mesmo que condenação. Dizer “insisti numa conversa quando teria sido mais adequado interrompê-la” é diferente de concluir “sou perigoso”.

Reconhecer “a minha forma de falar o feriu” não obriga a aceitar “quis deliberadamente destruí-lo”. A responsabilidade saudável incide sobre uma ação concreta, permite culpa, reparação e transformação. A vergonha global transforma um comportamento numa identidade: já não se pensa “fiz algo que preciso de compreender”, mas “sou essencialmente defeituoso” (Tangney et al., 2007).

A culpa pode aproximar a pessoa do outro porque reconhece o dano e mobiliza reparação; a vergonha, quando se torna esmagadora, tende a produzir ocultação, submissão, ataque ou fuga. Numa relação ética, reconhecer o sofrimento do outro não exige violar a própria realidade.

É possível afirmar “compreendo que isto o tenha magoado” sem declarar como verdadeira uma intenção que não existiu. É possível pedir desculpa pelo impacto e, ao mesmo tempo, preservar a complexidade do acontecimento.

É possível rever a própria perspetiva sem entregar ao outro o direito de definir integralmente quem se é. Esta capacidade de reconhecer sem desaparecer é um dos sinais mais importantes de saúde relacional.

A psicoterapia pode oferecer um espaço para a desenvolver, mas apenas se o terapeuta resistir à tentação de se tornar o novo proprietário da verdade. O paciente não precisa de um juiz mais benevolente; precisa de uma relação que devolva à sua mente a capacidade de funcionar. Isso exige validação, mas validação não significa concordância automática. Validar é reconhecer que a experiência interna possui uma lógica, uma história e uma dignidade que merecem ser compreendidas.

O terapeuta pode dizer: “Consigo perceber como chegou a sentir-se assim”, sem afirmar que toda a interpretação corresponde exatamente aos factos. Pode perguntar “o que sabe?”, “o que recorda?”, “o que sentiu?”, “o que imaginou?”, “o que teme que isto signifique?” e “o que permanece incerto?”. Estas distinções são profundamente reparadoras porque permitem que o paciente deixe de escolher entre acreditar cegamente na própria interpretação ou desconfiar de tudo o que sente. Aprende que a mente é simultaneamente valiosa e falível; que merece confiança, mas também reflexão; que pode corrigir-se sem se destruir.

Bion ajudou a compreender que pensar depende de uma relação capaz de conter aquilo que ainda não pode ser pensado. A função continente não consiste em absorver, resolver rapidamente ou eliminar a emoção. Consiste em receber experiências confusas, intensas ou fragmentadas, suportá-las sem retaliação e ajudá-las a adquirir forma mental (Bion, 1962). Quando o paciente chega tomado pelo medo, pela vergonha ou pela dúvida, o terapeuta precisa de conseguir permanecer suficientemente disponível para pensar com ele. Se responde com certeza defensiva, interpretações precipitadas, frieza ou contra-ataque, devolve-lhe a experiência ainda mais desorganizada. Se consegue tolerar a incerteza, reconhecer a intensidade e procurar significado, oferece uma experiência diferente: “O que sente não me obriga a fugir, a dominá-lo ou a anulá-lo. Podemos pensar isto juntos.” Esta experiência não acontece numa única sessão nem através de uma frase perfeita. Constrói-se pela repetição. Constrói-se quando o paciente discorda e a relação sobrevive; quando revela algo vergonhoso e não é humilhado; quando se engana e não é reduzido ao erro; quando o terapeuta se engana e consegue reconhecê-lo. Nenhuma psicoterapia está livre de falhas, desencontros ou ruturas. O potencial reparador não reside na perfeição do terapeuta, mas na sua capacidade de regressar ao encontro. Uma rutura pode tornar-se clinicamente transformadora quando aquilo que ocorreu é nomeado, explorado e assumido. O terapeuta não precisa de aceitar toda a interpretação do paciente para reconhecer a sua participação. Pode dizer: “Não era isso que pretendia, mas consigo perceber que a minha resposta teve esse impacto e quero compreender o que aconteceu entre nós.” Esta frase contém algo que muitas pessoas nunca viveram: a possibilidade de duas realidades coexistirem sem que uma destrua a outra. A intenção do terapeuta permanece, o impacto no paciente também, e nenhum deles precisa de ser apagado. Quando, pelo contrário, o terapeuta protege a própria imagem através da negação, patologiza a reação do paciente ou transforma a discordância em prova da sua perturbação, a relação terapêutica pode repetir exatamente a ferida que deveria ajudar a pensar. O paciente volta a aprender que só pode preservar o vínculo se abdicar da própria experiência. É por isso que a reparação de ruturas não é um detalhe técnico da psicoterapia: é um lugar central de transformação. A investigação mostra uma associação significativa entre a resolução das ruturas da aliança terapêutica e melhores resultados do tratamento (Eubanks et al., 2018; Safran et al., 2011). Ao reconhecer uma falha, o terapeuta não perde autoridade; converte uma autoridade baseada na infalibilidade numa autoridade ética, sustentada pela responsabilidade. Mostra que cometer um erro não implica abandonar, retaliar ou destruir a relação. Mostra que a culpa pode ser suportada e transformada em reparação. Mostra que a verdade relacional não precisa de ser conquistada pela força. É através destas experiências que a confiança na própria mente começa lentamente a regressar. O paciente deixa de perguntar apenas “diga-me se tenho razão” e começa a conseguir dizer “foi assim que vivi, talvez ainda não veja tudo, mas posso continuar a pensar”. Esta mudança pode parecer pequena, mas representa uma reorganização profunda. A mente deixa de funcionar como um tribunal em que cada sentimento tem de provar a sua legitimidade e torna-se um lugar de investigação. A dúvida deixa de ser sinónimo de colapso e passa a ser uma capacidade reflexiva. Mudar de opinião deixa de equivaler a desaparecer. Reconhecer a perspetiva do outro deixa de exigir submissão. A pessoa pode dizer “isto magoou-me” sem precisar de provar que o outro pretendia magoá-la; “posso ter-me enganado” sem concluir que nunca poderá confiar em si; “fiz algo que quero reparar” sem reduzir-se ao pior momento da sua vida; “o outro discorda de mim” sem sentir que a sua existência psíquica foi revogada. É aqui que a psicoterapia do trauma relacional, da invalidação emocional, da dependência afetiva, do medo do abandono e da baixa autoestima encontra uma das suas tarefas mais profundas. Não se trata apenas de aliviar sintomas, controlar ansiedade ou substituir pensamentos negativos por pensamentos positivos. Trata-se de ajudar alguém a recuperar a autoria da própria experiência. Autoria não significa soberania absoluta nem certeza permanente. Significa poder habitar a própria mente com curiosidade suficiente para a questionar e confiança suficiente para não a abandonar. Talvez seja por isso que algumas das feridas relacionais mais dolorosas não deixam apenas tristeza ou raiva. Deixam uma espécie de exílio interior: a pessoa continua a ter pensamentos, emoções e memórias, mas já não sabe se tem autorização para lhes chamar seus. Procura incessantemente alguém que confirme que não enlouqueceu, que não inventou tudo, que não é aquilo que lhe disseram ser. A psicoterapia não deveria responder a esse pedido assumindo o controlo da sua realidade. Deveria ajudá-la a regressar a casa. Não a uma casa de certezas rígidas, mas a uma mente capaz de acolher complexidade; uma mente que distingue facto de interpretação, emoção de intenção, culpa de vergonha, responsabilidade de condenação, diferença de invalidação e reconhecimento de submissão. Uma mente que pode escutar outra sem se abandonar. Uma mente que sabe que nenhuma experiência individual contém toda a realidade, mas que isso não torna a sua experiência insignificante. Uma mente que já não precisa de vencer para existir. Talvez esta seja uma das formas mais profundas de cura: descobrir que a liberdade não está em conseguir que alguém confirme definitivamente a nossa versão, mas em recuperar a capacidade de pensar mesmo quando essa confirmação não chega. Porque, no fim, o objetivo da psicoterapia não é dizer ao paciente quem tem razão. É ajudá-lo a tornar-se alguém que consegue procurar a verdade sem deixar de existir durante essa procura.

Referências

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Ferenczi, S. (1949). Confusion of the tongues between the adults and the child: The language of tenderness and of passion. The International Journal of Psychoanalysis, 30, 225–230. (Trabalho original apresentado e publicado em alemão em 1933)

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Fonagy, P., Luyten, P., Allison, E., & Campbell, C. (2019). Mentalizing, epistemic trust and the phenomenology of psychotherapy. Psychopathology, 52(2), 94–103. https://doi.org/10.1159/000501526

Fonagy, P., Gergely, G., Jurist, E. L., & Target, M. (2002). Affect regulation, mentalization, and the development of the self. Other Press.

Li, E., Luyten, P., Midgley, N., & Campbell, C. (2023). Epistemic trust: A comprehensive review of empirical insights and implications for developmental psychopathology. Research in Psychotherapy: Psychopathology, Process and Outcome, 26(3), 689. https://doi.org/10.4081/ripppo.2023.689

Safran, J. D., Muran, J. C., & Eubanks-Carter, C. (2011). Repairing alliance ruptures. Psychotherapy, 48(1), 80–87. https://doi.org/10.1037/a0022140

Tangney, J. P., Stuewig, J., & Mashek, D. J. (2007). Moral emotions and moral behavior. Annual Review of Psychology, 58, 345–372. https://doi.org/10.1146/annurev.psych.56.091103.070145

Winnicott, D. W. (1965). Ego distortion in terms of true and false self. In The maturational processes and the facilitating environment: Studies in the theory of emotional development (pp. 140–152). International Universities Press. (Trabalho original publicado em 1960)

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Psicólogo Clínico (OPP 30806) com especialização em Sexologia Clínica, Suicídio e Comportamento Autolesivos

TAV – Técnico de Apoio à Vítima 

Membro da PsiRelacional – Associação de Psicanálise Relacional

Doutorando em Psicologia Clínica no Ispa – Instituto Universitário

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