As emoções que não aprendemos a viver — e o que elas fazem connosco
Nem sempre aprendemos a sentir o que sentimos.
Muitos de nós crescemos a esconder a raiva, a calar o medo, a disfarçar a vergonha, a negar a tristeza ou a conter a ternura.
Mas as emoções que não encontram lugar no corpo acabam por habitar a mente — em forma de ansiedade, dissociação, controlo ou exaustão.
Aprender a sentir é reaprender a viver.
É o processo de reconectar corpo, emoção e presença, transformando o que foi reprimido em linguagem, vínculo e sentido.
Na psicoterapia, este caminho faz-se com tempo e escuta: reconhecer o que foi silenciado, dar nome ao que antes apenas doía, e permitir que a emoção volte a circular sem medo.
Cada emoção tem uma função.
Quando é bloqueada, transforma-se em sintoma;
quando é compreendida, torna-se consciência.
Nesta série, exploram-se as principais emoções humanas — medo, raiva, tristeza, culpa, vergonha, amor, ternura, desejo e alegria — e o modo como, não sendo aprendidas ou expressas, moldam a forma como habitamos o nosso corpo, o outro e o mundo.
“O corpo fala o que a mente não conseguiu dizer.”
— Nuno Tomaz Santos