"A verdadeira viagem da descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos."
Marcel Proust
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Sou Psicólogo Clínico (Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, OPP 30806) com Mestrado em Psicologia Clínica pelo ISPA – Instituto Universitário. Atualmente, sou doutorando em Psicologia Clínica no ISPA, desenvolvendo o projeto “Ajustamento Psicológico e Crescimento Pós-Traumático na Vivência Crónica com VIH/SIDA”, com foco em trauma, resiliência e identidade.
Tenho especializações avançadas em Sexologia Clínica e Terapia de Casal e Comportamentos Aditivos (dependências), além de formação específica em Suicídio e Comportamentos Autolesivos, adquirida no CRIAP. Também me formei em Intervenção no Luto, Gestão de Emoções, e intervenções com minorias étnicas, populações LGBT+ e bem-estar psicológico institucional.
Sou Técnico de Apoio à Vítima (TAV) certificado pela CRIAP, habilitado a prestar suporte em situações de violência, trauma e risco, com enfoque em acolhimento emocional e orientação para recursos jurídicos e sociais.
Para além da formação clínica, possuo qualificações em Coaching Psicológico e Programação Neurolinguística, que contribuem para uma abordagem integrada e adaptativa nas intervenções.
Atuo como psicoterapeuta membro da PsiRelacional e colaboro com o William James Center for Research (ISPA) em projetos científicos.
A minha formação contínua e diversificada permite-me articular trabalho clínico, social e formativo, promovendo uma prática psicológica que une rigor científico, sensibilidade humana e compromisso social.
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A Atitude do Terapeuta Importa
Escolher um terapeuta é um gesto de confiança. Muitas vezes, procuramos alguém com determinado título ou abordagem — psicólogo, psicoterapeuta, psicanalista — como se o nome garantisse o encontro certo. Mas, na verdade, o que faz a diferença não é apenas a formação ou a experiência: é a atitude com que o clínico se coloca diante do outro.
A atitude de um terapeuta revela-se nos detalhes silenciosos:
na forma como escuta, no tempo que dá às palavras, na serenidade com que suporta o não saber, na humildade de reconhecer os próprios limites e continuar a aprender.
Um bom terapeuta não é aquele que tem todas as respostas, mas aquele que sabe ficar com as perguntas, sem pressa de as resolver. Que se deixa interrogar, afetar e transformar pela relação. Que mantém viva a curiosidade e a ética de olhar o paciente como único — nunca como um “caso” entre outros.
Porque a terapia é, antes de tudo, um encontro humano.
E é aí que a atitude se torna essencial: presença genuína, empatia, responsabilidade, e o compromisso de estar verdadeiramente com o outro, mesmo quando o caminho é incerto.
No fim, não é o título que cura — é a atitude.
É o modo de estar, de escutar e de cuidar, que abre espaço para que algo em nós possa finalmente respirar.