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Sobre mim

A vida é feita de encontros e transformações, e a minha tem sido marcada por ambos. Antes de me tornar psicólogo, vivi intensamente o universo das artes, integrando a companhia de teatro de Mário Viegas. Foi no palco que comecei a compreender a complexidade das emoções humanas, a escutar os silêncios e a descodificar as histórias que moldam cada indivíduo. Este período da minha vida ensinou-me que cada pessoa carrega consigo um mundo de camadas, possibilidades e significados.
 
Mais tarde, encontrei na psicologia a minha verdadeira vocação – uma profissão que permite não só compreender o outro, mas também ajudá-lo a reencontrar-se. Inspirado pelo pensamento do Professor Coimbra de Matos, vejo a psicoterapia como um espaço de reconstrução da relação consigo mesmo e com o outro. Coimbra de Matos dizia que “o sofrimento humano é, no fundo, uma crise relacional,” e é nessa dimensão relacional que acredito residir a chave para o crescimento e a cura. A psicoterapia, para mim, é um lugar de recomeço, onde as feridas podem ser cuidadas e o futuro redescoberto com maior confiança e liberdade.
 
O meu percurso também foi profundamente enriquecido pelas viagens. Percorri diversos países da Europa e fiquei fascinado com Marrocos, onde os mercados vibrantes e os encontros inesperados me mostraram o poder transformador de explorar o desconhecido. Como Fernando Pessoa escreveu, “Viajar é ver sempre pela primeira vez.” Essa abertura ao novo é uma filosofia que levo para o trabalho terapêutico: ajudar quem me procura a explorar os seus territórios internos e a transformar desafios em oportunidades de crescimento.
 
Sou também apaixonado pela dança e pela expressão artística. Através da Biodanza, aprendi que o corpo tem uma linguagem própria e que o movimento é uma forma de nos reconectarmos com a vida. A pintura, por outro lado, ensinou-me que as cores e os traços podem dar forma a emoções e significados que as palavras nem sempre conseguem expressar. Estas experiências pessoais influenciam diretamente a minha abordagem terapêutica, ajudando-me a criar um espaço criativo e acolhedor para cada pessoa encontrar o seu equilíbrio e propósito.
 
Na minha prática clínica, combino estas vivências ricas com uma formação especializada. Sou psicólogo clínico de orientação psicanalítica relacional, com especializações em áreas como sexualidade humana, comportamentos aditivos e dependências, luto, intervenção com pessoas LGBTQIA+ e ajustamento psicológico no HIV. Colaboro com instituições académicas e clínicas de referência, onde procuro contribuir para uma psicologia mais humana e relacional.
 
Para Coimbra de Matos, o terapeuta não é apenas um técnico, mas um parceiro relacional que ajuda a reescrever a história de quem sofre. Este pensamento traduz a essência do meu trabalho: um compromisso em ser um guia presente e sensível, que ajuda a transformar o sofrimento em crescimento e a dúvida em confiança.
 
“Cada pessoa carrega consigo um universo por descobrir. A psicoterapia é um espaço onde esse universo pode ser explorado com cuidado, respeito e coragem.”
 
Se sente que chegou o momento de compreender melhor os desafios que enfrenta, de cuidar de feridas antigas ou simplesmente de iniciar um caminho de autoconhecimento, convido-o a dar este passo. Acredito que o crescimento pessoal não é apenas reduzir sintomas ou superar dificuldades, mas também descobrir novas formas de viver e de se relacionar consigo mesmo e com os outros.
 
O meu compromisso é oferecer-lhe um espaço seguro, acolhedor e profundamente humano, onde possa ser ouvido, compreendido e acompanhado na construção de um caminho mais pleno e autêntico.
 
Estarei ao seu lado nesta jornada – sem pressa, mas com propósito. Se acredita que este é o momento, entre em contacto. Vamos, juntos, criar possibilidades para uma vida mais rica em significado e bem-estar.
 

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Sou Psicólogo Clínico (Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, OPP 30806) com Mestrado em Psicologia Clínica pelo ISPA – Instituto Universitário. Atualmente, sou doutorando em Psicologia Clínica no ISPA, desenvolvendo o projeto “Ajustamento Psicológico e Crescimento Pós-Traumático na Vivência Crónica com VIH/SIDA”, com foco em trauma, resiliência e identidade.

Tenho especializações avançadas em Sexologia Clínica e Terapia de Casal e Comportamentos Aditivos (dependências), além de formação específica em Suicídio e Comportamentos Autolesivos, adquirida no CRIAP. Também me formei em Intervenção no Luto, Gestão de Emoções, e intervenções com minorias étnicas, populações LGBT+ e bem-estar psicológico institucional.

Sou Técnico de Apoio à Vítima (TAV) certificado pela CRIAP, habilitado a prestar suporte em situações de violência, trauma e risco, com enfoque em acolhimento emocional e orientação para recursos jurídicos e sociais.
Para além da formação clínica, possuo qualificações em Coaching Psicológico e Programação Neurolinguística, que contribuem para uma abordagem integrada e adaptativa nas intervenções.

Atuo como psicoterapeuta membro da PsiRelacional e colaboro com o William James Center for Research (ISPA) em projetos científicos.
A minha formação contínua e diversificada permite-me articular trabalho clínico, social e formativo, promovendo uma prática psicológica que une rigor científico, sensibilidade humana e compromisso social.

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A Atitude do Terapeuta Importa

Escolher um terapeuta é um gesto de confiança. Muitas vezes, procuramos alguém com determinado título ou abordagem — psicólogo, psicoterapeuta, psicanalista — como se o nome garantisse o encontro certo. Mas, na verdade, o que faz a diferença não é apenas a formação ou a experiência: é a atitude com que o clínico se coloca diante do outro.

A atitude de um terapeuta revela-se nos detalhes silenciosos:
na forma como escuta, no tempo que dá às palavras, na serenidade com que suporta o não saber, na humildade de reconhecer os próprios limites e continuar a aprender.

Um bom terapeuta não é aquele que tem todas as respostas, mas aquele que sabe ficar com as perguntas, sem pressa de as resolver. Que se deixa interrogar, afetar e transformar pela relação. Que mantém viva a curiosidade e a ética de olhar o paciente como único — nunca como um “caso” entre outros.

Porque a terapia é, antes de tudo, um encontro humano.
E é aí que a atitude se torna essencial: presença genuína, empatia, responsabilidade, e o compromisso de estar verdadeiramente com o outro, mesmo quando o caminho é incerto.

No fim, não é o título que cura — é a atitude.
É o modo de estar, de escutar e de cuidar, que abre espaço para que algo em nós possa finalmente respirar.