{"id":65945,"date":"2025-10-27T13:51:34","date_gmt":"2025-10-27T13:51:34","guid":{"rendered":"https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/?p=65945"},"modified":"2025-10-30T21:03:27","modified_gmt":"2025-10-30T21:03:27","slug":"ser-mae-o-suficiente-o-espaco-onde-o-amor-ensina-a-existir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/?p=65945","title":{"rendered":"Ser M\u00e3e o Suficiente: o Espa\u00e7o Onde o Amor Ensina a Existir"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Imagem-Mae-Suficiente-683x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65946\" style=\"width:374px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Imagem-Mae-Suficiente-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Imagem-Mae-Suficiente-200x300.jpeg 200w, https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Imagem-Mae-Suficiente-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Imagem-Mae-Suficiente-370x555.jpeg 370w, https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Imagem-Mae-Suficiente-840x1260.jpeg 840w, https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Imagem-Mae-Suficiente-410x615.jpeg 410w, https:\/\/nunotomazsantos-psicoterapia.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Imagem-Mae-Suficiente.jpeg 1024w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 algo de profundamente humano na ideia de que o amor n\u00e3o nasce pronto, mas se aprende. E talvez em nenhum lugar essa aprendizagem se revele t\u00e3o claramente como na rela\u00e7\u00e3o entre uma m\u00e3e e o seu beb\u00e9 \u2014 um encontro que, antes de ser biol\u00f3gico, \u00e9 ps\u00edquico. Donald Winnicott (1953) chamou-lhe \u201cm\u00e3e suficientemente boa\u201d, e, desde ent\u00e3o, esta express\u00e3o passou a designar muito mais do que uma categoria t\u00e9cnica: \u00e9 uma met\u00e1fora daquilo que sustenta a vida emocional \u2014 o espa\u00e7o entre dois seres onde o amor \u00e9 transformado em pensamento e presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00e3e suficientemente boa n\u00e3o \u00e9 uma m\u00e3e perfeita, nem uma figura ideal. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 aquela que falha \u2014 mas de forma suport\u00e1vel, sens\u00edvel, criativa. \u00c9 aquela que, no in\u00edcio, se adapta quase totalmente ao beb\u00e9, antecipando-lhe as necessidades vitais \u2014 o calor, o toque, o olhar, a voz \u2014 e, com o tempo, come\u00e7a a falhar de modo gradual e reparador, permitindo que o filho aprenda a suportar pequenas frustra\u00e7\u00f5es. Quando Winnicott (1960) fala de uma m\u00e3e \u201cque se adapta sensivelmente \u00e0s necessidades do beb\u00e9\u201d, refere-se a uma sintonia n\u00e3o mec\u00e2nica, mas emocional: uma capacidade de intuir o que o beb\u00e9 sente antes de o saber dizer. \u00c9 \u201csem ser perfeita\u201d porque n\u00e3o responde sempre, nem da mesma forma; mas \u00e9 precisamente nesse espa\u00e7o entre o que o filho deseja e o que recebe que se constr\u00f3i a confian\u00e7a no mundo. Por exemplo, quando a m\u00e3e demora um pouco mais a atender o choro, mas chega com um tom de voz tranquilizador; ou quando o beb\u00e9, ap\u00f3s sentir fome, encontra no olhar dela n\u00e3o apenas alimento, mas reconhecimento. A depend\u00eancia inicial \u00e9, assim, sustentada por gestos pequenos e reiterados que v\u00e3o ensinando o beb\u00e9 que o mundo \u00e9 previs\u00edvel e que ele pr\u00f3prio \u00e9 pens\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 essa oscila\u00e7\u00e3o \u2014 entre presen\u00e7a e aus\u00eancia, fus\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o \u2014 que permite ao beb\u00e9 formar um <em>self<\/em> coeso e confiante. Presen\u00e7a aqui significa a disponibilidade emocional da m\u00e3e para ser sentida e antecipar as necessidades do filho; aus\u00eancia significa a dist\u00e2ncia necess\u00e1ria para que ele perceba que \u00e9 algu\u00e9m distinto. Fus\u00e3o \u00e9 o estado primitivo em que m\u00e3e e beb\u00e9 se vivem como um s\u00f3 corpo ps\u00edquico; separa\u00e7\u00e3o \u00e9 o lento reconhecimento de que h\u00e1 dois sujeitos com desejos diferentes. Um <em>self coeso<\/em> \u00e9, portanto, o resultado desse jogo delicado entre o estar e o deixar de estar \u2014 o equil\u00edbrio entre a seguran\u00e7a e a descoberta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Winnicott (1956) acreditava que a sa\u00fade emocional nasce nesse primeiro espa\u00e7o de ilus\u00e3o \u2014 quando o beb\u00e9 fantasia que cria o seio que o alimenta, e a m\u00e3e, ao oferecer-lhe o seio no momento certo, confirma essa fantasia criadora. \u00c9 nesse intervalo entre a necessidade e a resposta que o beb\u00e9 come\u00e7a a experimentar a sensa\u00e7\u00e3o de ser autor da pr\u00f3pria experi\u00eancia. Uma m\u00e3e suficientemente boa \u00e9, portanto, aquela que sabe desaparecer gradualmente, que tolera a perda da fus\u00e3o sem se vingar da autonomia do filho. Ela oferece, desde cedo, o que poder\u00edamos chamar de \u201cfalhas boas\u201d: pequenas doses de aus\u00eancia que inauguram o pensamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00e3e suficientemente boa n\u00e3o protege o filho de toda a dor; ela ensina-o a suport\u00e1-la. Tolera a dor de o ver sofrer sem o invadir \u2014 e esta \u00e9 talvez a sua maior forma de amor. Tolerar a dor significa n\u00e3o fugir da ang\u00fastia do filho, n\u00e3o tentar silenci\u00e1-la com excesso de palavras, distra\u00e7\u00f5es ou culpabiliza\u00e7\u00f5es. Significa estar presente, de corpo e olhar, enquanto o filho chora ou se frustra, comunicando-lhe, silenciosamente: \u201co que sentes \u00e9 suport\u00e1vel, e eu fico aqui contigo at\u00e9 que passes por isso.\u201d Invadir, ao contr\u00e1rio, seria tomar o sofrimento da crian\u00e7a como intoler\u00e1vel para si mesma e, por isso, apressar-se a elimin\u00e1-lo \u2014 oferecendo solu\u00e7\u00f5es, compensa\u00e7\u00f5es ou promessas de felicidade. A m\u00e3e suficientemente boa suporta n\u00e3o salvar o filho para que ele aprenda a salvar-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 essa m\u00e3e que pensa o filho na sua mente, que o cont\u00e9m com o olhar e o pensamento \u2014 aquilo que Bion (1962) designou por <em>reverie<\/em>: a capacidade de receber as emo\u00e7\u00f5es brutas do beb\u00e9, metaboliz\u00e1-las e devolv\u00ea-las transformadas em algo pens\u00e1vel. \u201cMetabolizar\u201d significa transformar o caos em sentido, dar nome \u00e0quilo que ainda \u00e9 s\u00f3 sensa\u00e7\u00e3o. Por exemplo, quando o beb\u00e9 grita de desconforto e a m\u00e3e o embala dizendo: \u201cest\u00e1s cansado, n\u00e3o \u00e9?\u201d, ela d\u00e1 \u00e0s suas emo\u00e7\u00f5es um contorno simb\u00f3lico; ensina-lhe que o desamparo pode ser traduzido. Nesse ato, a m\u00e3e oferece uma primeira forma de linguagem emocional \u2014 o embri\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. A reverie \u00e9 o primeiro espelho mental: a m\u00e3e empresta o seu pensamento para que o filho aprenda a pensar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Autores como Serge Lebovici e Daniel Stern (1985) aprofundaram esta ideia ao mostrar que a comunica\u00e7\u00e3o entre m\u00e3e e beb\u00e9 \u00e9 um di\u00e1logo inconsciente de gestos, olhares e ritmos, atrav\u00e9s do qual se constroem os alicerces da subjetividade. Alain Gibeault e Bernard Golse (2007) descrevem a fun\u00e7\u00e3o materna como uma \u201cfun\u00e7\u00e3o de tradu\u00e7\u00e3o\u201d, na qual a m\u00e3e converte o indiz\u00edvel em represent\u00e1vel. Essa tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 o in\u00edcio do pensamento, e quando ela falha, a emo\u00e7\u00e3o fica sem corpo ps\u00edquico \u2014 transformando-se em descarga, acting out ou retraimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regula\u00e7\u00e3o emocional, neste sentido, \u00e9 uma aprendizagem relacional. O beb\u00e9 n\u00e3o nasce com capacidade para regular o medo, a raiva ou a frustra\u00e7\u00e3o. Aprende-a pelo modo como \u00e9 acalmado. Quando a m\u00e3e se aproxima de forma sintonizada \u2014 ajustando a voz, o toque e o olhar \u2014 o seu sistema nervoso come\u00e7a a integrar as experi\u00eancias afetivas, criando tra\u00e7os de seguran\u00e7a que, mais tarde, se transformam em autorregula\u00e7\u00e3o (Fonagy, Gergely, Jurist &amp; Target, 2002). Se, pelo contr\u00e1rio, a m\u00e3e reage de modo imprevis\u00edvel, hostil ou ausente, o beb\u00e9 aprende a dissociar as suas emo\u00e7\u00f5es: para n\u00e3o perder a rela\u00e7\u00e3o, separa o sentir do pensar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dissocia\u00e7\u00e3o precoce \u00e9, assim, uma defesa contra o desamparo n\u00e3o contido. Pierre Marty (1990) e Philippe Jeammet (2004) mostraram que a aus\u00eancia de uma fun\u00e7\u00e3o de conten\u00e7\u00e3o materna pode levar a uma economia ps\u00edquica em que o corpo se torna o lugar de express\u00e3o do que n\u00e3o p\u00f4de ser simbolizado. Golse (1999) descreve esse fen\u00f3meno como \u201cd\u00e9faut de mentalisation\u201d, isto \u00e9, o fracasso na transforma\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias sensoriais em representa\u00e7\u00f5es mentais. \u00c9 o mesmo que dizer que a emo\u00e7\u00e3o fica congelada porque nunca encontrou um outro que a pensasse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na linguagem contempor\u00e2nea da psicologia do desenvolvimento, essa capacidade de pensar o sentir corresponde \u00e0 <em>fun\u00e7\u00e3o reflexiva<\/em> (Fonagy &amp; Target, 1997): a habilidade de perceber os pr\u00f3prios estados mentais e os dos outros. Uma m\u00e3e suficientemente boa oferece, portanto, um espa\u00e7o de mentaliza\u00e7\u00e3o segura: ela n\u00e3o reage apenas ao comportamento do beb\u00e9, mas imagina o que ele sente e devolve-lhe uma representa\u00e7\u00e3o toler\u00e1vel desse sentir. O olhar da m\u00e3e, nesse sentido, \u00e9 o primeiro tradutor da experi\u00eancia emocional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na aus\u00eancia dessa fun\u00e7\u00e3o reflexiva, o beb\u00e9 pode desenvolver uma forma de dissocia\u00e7\u00e3o afetiva: um corte entre o corpo que sente e a mente que n\u00e3o sabe o que se passa. Tal como referem McWilliams (2014) e Matos (2005), a dissocia\u00e7\u00e3o \u00e9 uma falha na integra\u00e7\u00e3o entre emo\u00e7\u00e3o, pensamento e mem\u00f3ria \u2014 e come\u00e7a, muitas vezes, no ber\u00e7o, quando a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 vivida sem testemunha. A fun\u00e7\u00e3o da m\u00e3e \u00e9, ent\u00e3o, tornar-se essa testemunha interna, aquele que confirma: \u201ctu existes, mesmo quando est\u00e1s confuso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 neste ponto que o conceito de m\u00e3e suficientemente boa transcende a maternidade literal e se torna um paradigma relacional. Todos os v\u00ednculos humanos \u2014 amorosos, terap\u00eauticos ou educativos \u2014 repetem, de algum modo, essa din\u00e2mica fundadora. Ser suficientemente bom \u00e9 aceitar o imperfeito como condi\u00e7\u00e3o do amor. \u00c9 reconhecer que o cuidado verdadeiro n\u00e3o \u00e9 impedir a dor, mas oferecer sentido \u00e0 dor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fairbairn (1952) j\u00e1 o dizia ao propor que a necessidade fundamental do ser humano n\u00e3o \u00e9 o prazer, mas a rela\u00e7\u00e3o. E a rela\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel nasce precisamente da capacidade de reconhecer o outro como diferente, mas confi\u00e1vel. Quando a m\u00e3e cont\u00e9m o \u00f3dio do beb\u00e9 sem retaliar, ensina-lhe que o amor pode coexistir com a frustra\u00e7\u00e3o. Quando suporta o seu choro sem se culpar, transmite-lhe que a separa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 abandono, mas espa\u00e7o de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00e3e suficientemente boa, neste sentido, \u00e9 um modelo de integra\u00e7\u00e3o ps\u00edquica: ela encarna o processo que o filho aprender\u00e1 a realizar dentro de si. Aprender\u00e1 a ser continente das pr\u00f3prias ang\u00fastias, a reconhecer os limites sem sentir que perde o amor, a diferenciar o outro sem deixar de o amar. Como diz Coimbra de Matos (2002), a verdadeira fun\u00e7\u00e3o materna \u00e9 \u201cdar-se sem se perder e deixar ir sem deixar de amar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00e3e suficientemente boa \u00e9 tamb\u00e9m aquela que suporta a incerteza. Que sabe que o filho n\u00e3o \u00e9 um projeto, mas um mist\u00e9rio. Que aceita n\u00e3o saber sempre o que ele sente, e ainda assim permanece. Essa incerteza \u00e9 o terreno f\u00e9rtil da criatividade \u2014 \u00e9 o espa\u00e7o potencial de que falava Winnicott (1971), onde o brincar se torna o primeiro gesto de liberdade. Uma m\u00e3e que permite brincar \u00e9 uma m\u00e3e que tolera n\u00e3o controlar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1, portanto, uma dimens\u00e3o profundamente \u00e9tica no conceito de m\u00e3e suficientemente boa: ela ensina o filho a viver com a falta. A aus\u00eancia n\u00e3o \u00e9 mais amea\u00e7a, mas condi\u00e7\u00e3o de simboliza\u00e7\u00e3o. O beb\u00e9 descobre que pode desejar, precisamente porque o objeto n\u00e3o est\u00e1 sempre dispon\u00edvel. \u00c9 na falha que se funda o pensamento. O excesso de presen\u00e7a impede a imagina\u00e7\u00e3o; a aus\u00eancia total gera desespero. \u00c9 entre uma e outra que se aprende a sonhar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na cl\u00ednica, este conceito continua a ser um farol. O terapeuta suficientemente bom \u00e9 aquele que oferece ao paciente o mesmo espa\u00e7o de simboliza\u00e7\u00e3o: um lugar onde as emo\u00e7\u00f5es podem ser pensadas sem serem julgadas, onde o sil\u00eancio n\u00e3o \u00e9 abandono, mas tempo para metabolizar. Bion (1967) descrevia o analista como \u201cum \u00fatero mental\u201d, capaz de conter as proje\u00e7\u00f5es do paciente at\u00e9 que possam ser devolvidas transformadas em compreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas tal como na maternidade, o perigo n\u00e3o est\u00e1 na falha, e sim na incapacidade de reconhecer a falha. O terapeuta que tenta ser perfeito acaba por sufocar a experi\u00eancia viva da rela\u00e7\u00e3o. O que cura \u00e9 a autenticidade da presen\u00e7a, n\u00e3o a infalibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos de desenvolvimento emocional, a m\u00e3e suficientemente boa oferece o que Fonagy (2004) chamaria de \u201cbase segura para a mente\u201d: um espa\u00e7o onde as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o nomeadas, pensadas e devolvidas ao sujeito. Essa base segura \u00e9 o que impede a fragmenta\u00e7\u00e3o \u2014 o oposto da dissocia\u00e7\u00e3o. Quando o beb\u00e9 aprende, atrav\u00e9s da consist\u00eancia afetiva da m\u00e3e, que as emo\u00e7\u00f5es t\u00eam come\u00e7o, meio e fim, ele internaliza uma narrativa de continuidade. A emo\u00e7\u00e3o deixa de ser uma cat\u00e1strofe para se tornar uma hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do ponto de vista neuropsicol\u00f3gico, Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio (1999) descreve este processo como a integra\u00e7\u00e3o entre sentimento e consci\u00eancia: \u00e9 o momento em que o c\u00e9rebro, ao reconhecer o corpo, d\u00e1 nome \u00e0 emo\u00e7\u00e3o e a inscreve na mem\u00f3ria autobiogr\u00e1fica. A m\u00e3e suficientemente boa \u00e9, assim, o primeiro mediador entre o corpo e a mente, entre o sentir e o pensar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E talvez seja isso o que mais falta na nossa cultura atual: m\u00e3es que possam ser \u201csuficientemente boas\u201d sem a exig\u00eancia de perfei\u00e7\u00e3o, e filhos que possam errar sem a condena\u00e7\u00e3o da vergonha. A perfei\u00e7\u00e3o materna tornou-se uma fantasia moderna, sustentada por discursos sociais de desempenho e culpa. Winnicott, se vivo fosse, talvez dissesse que essa idealiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma nova forma de falha \u2014 a falha de n\u00e3o aceitar a imperfei\u00e7\u00e3o como parte do amor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ser m\u00e3e suficientemente boa \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, um ato de humildade. \u00c9 reconhecer que o amor se constr\u00f3i na presen\u00e7a imperfeita, no erro que ensina, na repeti\u00e7\u00e3o que conforta. \u00c9 saber que o filho n\u00e3o precisa de uma m\u00e3e hero\u00edna, mas de uma m\u00e3e real \u2014 uma m\u00e3e que olhe, pense e permane\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a m\u00e3e segura o beb\u00e9 e o olha nos olhos, n\u00e3o est\u00e1 apenas a aliment\u00e1-lo; est\u00e1 a ensinar-lhe o mapa do mundo. No brilho desse olhar, o filho aprende que h\u00e1 um outro que o v\u00ea e o pensa \u2014 e \u00e9 nesse instante, quase invis\u00edvel, que nasce a possibilidade de amar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alvarez, A., &amp; Golse, B. (2009). <em>La naissance de l\u2019objet psychique: De la clinique du b\u00e9b\u00e9 \u00e0 la psychanalyse du sujet.<\/em> Paris: \u00c9r\u00e8s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bion, W. R. (1962). <em>Learning from experience.<\/em> London: Heinemann.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bion, W. R. (1967). <em>Second thoughts: Selected papers on psychoanalysis.<\/em> London: Heinemann.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coimbra de Matos, A. (2002). <em>A cl\u00ednica e o sentido da vida: Ensaios de psican\u00e1lise relacional.<\/em> Lisboa: Climepsi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coimbra de Matos, A. (2011). <em>A teoria dos afectos: Psican\u00e1lise, \u00e9tica e t\u00e9cnica.<\/em> Lisboa: Climepsi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dam\u00e1sio, A. R. (1999). <em>The feeling of what happens: Body and emotion in the making of consciousness.<\/em> New York, NY: Harcourt Brace.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fairbairn, W. R. D. (1952). <em>Psychoanalytic studies of the personality.<\/em> London: Tavistock.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonagy, P. (2004). <em>Affect regulation, mentalization and the development of the self.<\/em> London: Karnac.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonagy, P., &amp; Target, M. (1997). <em>Attachment and reflective function: Their role in self-organization.<\/em> Development and Psychopathology, 9(4), 679\u2013700.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonagy, P., Gergely, G., Jurist, E. L., &amp; Target, M. (2002). <em>Affect regulation, mentalization, and the development of the self.<\/em> New York, NY: Other Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Golse, B. (1999). <em>Le d\u00e9veloppement affectif et intellectuel de l\u2019enfant.<\/em> Paris: Presses Universitaires de France.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Golse, B., &amp; Roussillon, R. (2007). <em>L&#8217;intersubjectivit\u00e9: D\u00e9veloppements actuels et perspectives.<\/em> Paris: \u00c9r\u00e8s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jeammet, P. (2004). <em>L\u2019adolescence et le monde contemporain: Nouvelles figures du lien et du d\u00e9sarroi.<\/em> Paris: \u00c9r\u00e8s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lebovici, S., &amp; Stern, D. (1985). <em>La naissance du psychisme: De la naissance du b\u00e9b\u00e9 \u00e0 la parentalit\u00e9.<\/em> Paris: PUF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marty, P. (1990). <em>L\u2019ordre psychosomatique.<\/em> Paris: PUF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Matos, A. C. de (2005). <em>Psicopatologia relacional: O trauma e a dor de existir.<\/em> Lisboa: Climepsi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">McWilliams, N. (2014). <em>Psychoanalytic diagnosis: Understanding personality structure in the clinical process<\/em> (2nd ed.). New York, NY: Guilford Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roussillon, R. (2010). <em>Le plaisir et la r\u00e9p\u00e9tition: Th\u00e9orie du processus psychique.<\/em> Paris: Dunod.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Stern, D. N. (1985). <em>The interpersonal world of the infant: A view from psychoanalysis and developmental psychology.<\/em> New York, NY: Basic Books.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Winnicott, D. W. (1953). <em>Transitional objects and transitional phenomena.<\/em> International Journal of Psycho-Analysis, 34, 89\u201397.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Winnicott, D. W. (1956). <em>Primary maternal preoccupation.<\/em> In <em>Collected papers: Through paediatrics to psychoanalysis<\/em> (pp. 300\u2013305). London: Tavistock.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Winnicott, D. W. (1960). <em>The theory of the parent-infant relationship.<\/em> International Journal of Psycho-Analysis, 41, 585\u2013595.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Winnicott, D. W. (1971). <em>Playing and reality.<\/em> London: Tavistock.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 algo de profundamente humano na ideia de que o amor n\u00e3o nasce pronto, mas se aprende. 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